Jardim Fortaleza

Lá do alto. Bem de lá, do alto do Jardim Fortaleza a vista é assim:

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Rodoanel norte? Obrigada, não!

manhã de hoje!

[desabafo]
Eu moro próximo à área diretamente afetada pela implantação do trecho norte do rodoanel. Moro na periferia de Guarulhos e tenho muito orgulho de ter conquistado esse pedaço de chão.

Como já havia dito em outro artigo, a notícia do rodoanel chegou como um foguete na minha vida. Desde então tenho me informado ao máximo sobre o assunto. Leio tudo que posso, participo assiduamente as quartas-feiras das reuniões do comitê central, fui a todas as audiências públicas e ainda não consegui juntar o com cré. È muito difícil de entender que a obra vai acontecer e pronto. É muito difícil.

Depois que tive acesso ao vídeo com a imagem aérea do rodoanel fiquei chocada. Da janela da minha casa, onde hoje avisto uma cadeia de montanhas que parece não ter fim, verei exatamente a saída do túnel, o viaduto e a demolição das casas, dinamites explodindo o morro que contorna minha rua….depois do vídeo, sonho todos os dias com mapas, mapas e mais mapas. Sem brincadeira, aquele tipo de sonho que te faz acordar exausto. Corro pro quintal, olho para o morro e fico perplexa…saquei que faço parte das pessoas  eternamente afetadas pelo rodoanel.

Enfim, vou passar o resto da vida vendo, ouvindo e cheirando rodoanel, mas mesmo assim não terei a menor possibilidade de usá-lo, simplesmente por que a cidade de Guarulhos não terá nenhum acesso às pistas do rodoanel. Não melhora em absolutamente nada a mobilidade do povo em Guarulhos, pelo contrário.

Eu preciso continuar saudável. Preciso ter o direito de ir e vir. Preciso de transporte coletivo. Preciso de trem. Preciso de metrô. Preciso de túneis. Preciso de gente honesta. Preciso de políticos justos. Preciso de lazer. Preciso da floresta. Preciso do povo. Rodoanel? Obrigada, não!

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14 de abril 2011 – Audiência Pública – Por um novo traçado do trecho norte

No dia 14 de abril de 2011 acontece mais uma audiência pública do Rodoanel trecho norte. A cidade de Guarulhos através de guarulhenses, alguns vereadores e entidades se posicionam CONTRA O TRAÇADO DO RODOANEL TRECHO NORTE E DIZ NÃO AO MODELO CORTE ATERRO.

Foram convidados para essa audiência, além da população, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; o prefeito do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab; o prefeito da cidade de Guarulhos, Sebastião Almeida; o prefeito da cidade de Arujá, Abel Larini; o presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Barros Munhoz, Câmara de Vereadores de São Paulo; Câmara de Vereadores de Guarulhos; Câmara de Vereadores de Arujá; Ministério Público Estadual – Meio Ambiente, Urbanismo, Habitação e Direitos do Cidadão; Secretário de Transportes, Saulo Filho; Diretor Geral da Dersa, Laurence Casagrande; o professor da Universidade de Guarulhos, Antônio Manoel e o representante dos Movimentos de Habitação, Benedito Roberto.

|o que: Audiência pública.  |quando: quinta-feira, 14 de abril de 2011. |onde: Assembléia Legislativa de São Paulo. |horas: 14h, com concentração à partir das 12h em frente ao MASP.

Audiência pública - Rodoanel assim não dá! - Por um novo traçado do trecho norte.

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Mais um capítulo do Rodoanel

13 de março de 2011
fonte: O Estado de S.Paulo

O governo do Estado de São Paulo mostra-se disposto a retomar rapidamente as obras do Rodoanel Mário Covas. No dia 5, foi publicado decreto para a desapropriação de 16,7 milhões de metros quadrados para a construção do Trecho Leste. No total, será pago R$ 1,1 bilhão por 1.071 imóveis em seis municípios da região metropolitana. Foi anunciada também a assinatura do contrato de concessão com o consórcio SPMar, homologado vencedor da licitação no fim de dezembro. O prazo para a entrega dos 43,5 quilômetros do Trecho Leste, ligando a cidade de Mauá – e o Trecho Sul já em operação – à Rodovia Presidente Dutra, é de 36 meses. A obra custará R$ 4 bilhões.

Pelo contrato, o consórcio SPMar administrará e explorará o pedágio do Trecho Sul, já em operação, onde terá de investir R$ 1 bilhão para melhoria dos serviços. Além do Trecho Leste, o consórcio construirá o Trecho Norte, planejado para fazer a conexão entre as Rodovias Dutra e Bandeirantes. Por atravessar a Serra da Cantareira, esses 44 quilômetros da via são os mais desafiadores para o governo, que enfrenta há anos a resistência de ambientalistas. Apesar das dificuldades, o governo pretende iniciar as obras este ano.

Essa pressa é compreensível. A construção de um anel viário na região metropolitana é defendida por especialistas em transporte há mais de 80 anos. Somente na década de 90, porém, foi iniciada a construção do primeiro trecho, a oeste da Grande São Paulo. Na época, os especialistas avaliavam que o Rodoanel já não traria mais as mesmas vantagens porque, além do atraso no seu início, não havia a necessária coordenação entre o projeto e os planos de transporte de massa na Grande São Paulo. Faltava também regulamentar a circulação de cargas pelos corredores urbanos. Tudo isso reduziria a eficiência do anel.

As projeções se mostraram corretas. Quando o Trecho Oeste foi concluído, ligando cinco das dez rodovias que desembocam em São Paulo (Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt), houve bons reflexos nas Marginais do Tietê e do Pinheiros e em alguns dos principais corredores. Mas não duraram muito.

Bastaram poucos anos para que o trecho – que chegou a reduzir em 15% a lentidão nas Marginais do Tietê e do Pinheiros – se transformasse num novo corredor de tráfego intenso, com picos de congestionamento comparáveis aos das vias mais congestionadas de São Paulo. Hoje, mesmo com a cobrança de pedágio, o Trecho Oeste recebe mais de 200 mil veículos por dia.

Com a conclusão do Trecho Sul, há quase um ano, a história se repetiu. A obra, que custou R$ 5 bilhões, deveria retirar da cidade pelo menos 20% da frota circulante de 210 mil caminhões, que utilizavam os corredores urbanos apenas como passagem para o Porto de Santos e outros destinos da Região Sul do País. Quando ele foi inaugurado, comemorou-se o aumento de 40% na velocidade dos automóveis na cidade e a redução de 36% dos períodos de lentidão em vias como a Avenida dos Bandeirantes. Em compensação, os 32 quilômetros do Trecho Oeste, o primeiro concluído, registrou aumento de 30% no movimento.

A lentidão, aliada ao início da cobrança de pedágio no Trecho Oeste, colocou em risco o bom desempenho do Trecho Sul. Tanto que, quatro meses depois da sua inauguração, a Prefeitura de São Paulo foi obrigada a restringir o acesso de caminhões à Marginal do Pinheiros, porque a Avenida dos Bandeirantes voltou a ser rota de 30% dos caminhoneiros.

A construção do Rodoanel tem sido marcada por disputas políticas, escassez de recursos, falta de complementaridade de ações e planejamento urbano. Foi uma obra que começou atrasada e vem se arrastando há muitos anos. Se o governo conseguir manter seu cronograma daqui para a frente, e se as prefeituras fizerem a parte que lhes cabe no controle da circulação de cargas e na melhoria do transporte público, talvez a grande obra do Rodoanel ainda ofereça benefícios à região metropolitana por um tempo razoável.

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